Mais de três anos após ativação, 5G chega a menos da metade dos moradores do Acre, diz Anatel

  • 15/01/2026
(Foto: Reprodução)
Tecnologia começou a ser implantada no país em 2022 Leonardo Bosisio/g1 Mais de três anos após a ativação da tecnologia 5G, esta modalidade de conexão chega a menos da metade da população do Acre, com cobertura de 46%. As informações constam em um painel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), baseado em dados de estações licenciadas das operadoras. Com apenas três operadoras em atuação no estado, o alcance da tecnologia também fica abaixo da metade considerando o total de domicílios: 47,5%. Além disso, apenas sete dos 22 municípios acreanos têm cobertura. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Os índices deixam o estado abaixo da média nacional, que é de 65% da população com acesso ao 5G, acima da meta de 57,6% até 2027. Além disso, a cobertura chega a 67,3% dos domicílios do país. 5 mudanças do 5G na vida das pessoas Ainda segundo o painel, a capital Rio Branco concentra a maior parte desta cobertura, com 88% dos moradores. Logo após estão Brasiléia e Manoel Urbano, ambas as cidades com pouco mais de 50% da população com cobertura 5G. A capital também lidera na cobertura de domicílios, com 87% das residências atendidas pela conexão 5G. População com cobertura de conexão 5G em municípios do AC LEIA MAIS Acre tem menor índice de escolas com acesso à internet do país, diz Censo Escolar Acesso à internet avança em escolas do AC, mas ainda não atinge 50% de conectividade Raio-X da conectividade: Com mais de 100 mil pessoas sem acesso à internet no AC, estado enfrenta desafios Quais celulares são compatíveis com 5G; veja lista completa Outro dado que coloca o Acre abaixo dos índices nacionais é o de antenas instaladas, com 185 instalações, o menor número do país, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Conexis Brasil). Junto a Roraima, com 198 antenas, são os únicos dois estados com menos de 200 equipamentos disponíveis. Do 4G ao 5G Infográfico mostra vantagens do 5G em relação ao 4G Wagner Magalhães/Arte G1 O que o 5G permite? Melhorias de velocidade, tempo de resposta e confiança na rede abrem um leque de aplicações, segundo especialistas. Tecnologias como os carros autônomos e a telemedicina devem avançar com o 5G, bem como a chamada "indústria 4.0" com toda a linha de produção automatizada. Cirurgias feitas remotamente, por exemplo, serão mais confiáveis quando a rede oferecer um tempo de resposta mínimo. Wilson Cardoso, membro do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e diretor de soluções da Nokia na América Latina, lembra de usos da internet que passaram a ser possíveis com o 4G e faz um paralelo com a novidade. "Não tínhamos Uber no 3G porque não as características que o Uber pede, de localização, de velocidade, não estavam disponíveis. Essas aplicações surgiram com as redes 4G espalhadas. Quando tivermos o 5G espalhadas, teremos sensores e novas aplicações", afirmou. É o caso dos carros autônomos. Eles já existem, mas o tempo de resposta do 4G ainda não é veloz o suficiente para evitar acidentes em situações extremas, além de não suportar tantos dispositivos conectados ao mesmo tempo. O 5G também pode revolucionar o próprio smartphone, já que as altas velocidades permitiriam que muito do processamento de tarefas deixe de acontecer no chip do aparelho e passe a ser na nuvem, pegando emprestado a potência dos computadores. O mesmo pode acontecer com acessórios médicos, como pulseiras e relógios conectados. O que são as faixas do 5G? As faixas do 5G são as frequências em que a rede opera. Uma analogia frequente para explicar as faixas são rodovias no ar por onde circulam os dados de internet. É isso o que foi leiloado pelo governo brasileiro e permitiu que as operadoras começassem a oferecer a conexão. Ao comprar uma faixa, uma empresa pode fazer a exploração econômica (oferecendo conexão para as pessoas por exemplo), mas também precisa cumprir com obrigações previstas pela Anatel (veja mais abaixo quais são). No Brasil, foram leiloadas faixas de frequência em quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz. As principais faixas para o 5G serão: 3,5 GHz, que vão permitir conexões rápidas em longo alcance; 26 GHz, chamada de faixa milimétrica e que vai permitir as aplicações com tempo mínimo de resposta, mas que exige a instalação de mais antenas por ter um alcance de sinal limitado. A exigência de mais antenas na faixa de 26 GHz e as demandas de cobertura da Anatel são vistas como desafios pelo setor de telecomunicações, pois as regras para a instalação delas são definidas por cada município. A Lei das Antenas, sancionada em 2015, foi criada para facilitar o processo de instalação de antenas de redes móveis. Em 2020 um decreto presidencial regulamentou alguns aspectos, como o silêncio positivo, que permite a instalação dos equipamentos após 60 dias caso não haja manifestação por parte de órgãos ou entidades municipais – desde que o pedido siga em conformidade com a legislação. Instalação de antenas 5G da empresa sueca Ericsson, na Coreia do Sul. Divulgação/Ericsson Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/01/15/conexao-5g-chega-a-menos-da-metade-dos-moradores-do-acre-diz-anatel.ghtml


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